Diário de bordo: Um sonho de Natal em Nova York (2011)

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Acho que todo mundo que tem como plano de vida viajar pelo mundo tem na recordação aquela viagem especial que despertou esse desejo. No meu caso, essa viagem aconteceu no Natal de 2011, quando fomos a Nova York pela primeira vez.

Conhecer Nova York era definitivamente um sonho de consumo. E consumo mesmo, pois é uma cidade cara e, portanto, quase impossível de visitar gastando pouco dinheiro. Foi meu “retorno” aos Estados Unidos depois de muitos anos, e por esse motivo vai ser sempre uma viagem especial, guardada na lembrança com muito carinho.

Esse foi também o primeiro Natal longe da família, mas a vontade de conhecer a cidade no inverno E no Natal falou mais alto, então fizemos enfim A VIAGEM que só teria sido mais perfeita se tivesse acontecido em 2009, quando casamos.

O ROTEIRO

18 de dezembro, às 23h, saída do Rio de Janeiro

Era a segunda viagem internacional do Douglas e a primeira vez tanto tempo dentro de um avião. Compramos um vôo direto da TAM e teria sido perfeito se não tivéssemos CONGELADO nas poltronas centrais do avião (que até hoje evito por conta dessa viagem). Refeição vegetariana, bom atendimento e nasceu meu amor pela TAM.

19 de dezembro

Depois de passarmos pela imigração e de cara detectarmos que nosso inglês estava enferrujado, nos encapotamos para o frio que só foi sentido quando saímos pela porta do aeroporto para entrarmos na van que nos levaria a Manhattan.

O vento gélido fez arregalarmos os olhos, pois não esperávamos sentir frio com a quantidade de roupas que estávamos vestindo. Pegamos o Super Shuttle no JFK, que custou U$37 para duas pessoas. O motorista era gente boa, mas a van estava lotada e abafada. Apesar da emoção de rodar pelas ruas largas vendo a Big Apple se aproximar, essa viagem de van foi desconfortável e demorada especialmente se considerarmos o preço. Mas estávamos como marinheiros de primeira viagem em Nova York, leia-se “pintos no lixo”.

O motorista nos deixou a um quarteirão da rua do hotel. O Douglas já havia navegado pelo Street View e não demoramos para encontrar a placa do Hotel @Times Square arrastando nossas malas.

Difícil era não olhar para o alto como dois caipiras na cidade grande. Não sei quantas cidades irei conhecer, mas a sensação de olhar para os arranha-céus de Nova York foi a mais incrível. Duvido muito que algo supere pelo simples fato de Nova York ser o cenário dos filmes e séries que mais amamos e (críticas à parte) o ápice do estilo de vida americano…

Conseguimos fazer o check in no hotel antecipadamente. Como ficaríamos 10 dias, nos deram um excelente quarto no último andar. Deixamos as malas e, mesmo cansados por não termos pregado os olhos na viagem, saímos para explorar a cidade, rumo à Times Square, que explodiu na nossa cara numa profusão incrível de cores, luzes e línguas, já que trata-se do reduto dos turistas em NY.

Dá para ficar muito tempo olhando...

Dá para ficar muito tempo olhando…

Não sei quanto tempo ficamos ali hipnotizados pelos telões, mas tiramos todas as fotos clássicas na Times Square.

"popotizado"

Minha impressão é que foi na Times Square que o Douglas se convenceu de que viajar valia a pena, apesar do $$$.

Tomamos o primeiro café Starbucks em solo americano, que virou nosso “ritual sagrado” em Nova York, pois descobrimos a delícia que era ficar com aquele copão quentinho entre as mãos que ficavam frias mesmo dentro das luvas.

"Regular coffee, tall".

“Regular coffee, tall”.

A próxima parada foi o Rockefeller Center, pronto para o Natal com sua árvore gigante e o rink de patinação que é pequeno, caro, lotado, mas simplesmente lindo.

Oh the weather outside is frightful / But the fire is so delightful / And since we've no place to go / Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!

Oh the weather outside is frightful / But the fire is so delightful / And since we’ve no place to go / Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!

A partir deste momento as musiquinhas natalinas não saíam mais da cabeça, pois tocavam em todos os lugares. Se eu estivesse dentro de um filme, seria o “Esqueceram de mim”, porque era Natal, e era Nova York, e essas duas coisas juntas para mim eram sinônimo desse filme.

Seguimos para a 5ª avenida. O destino final era a Apple Store, para o Douglas comprar um iPad. As vitrines preparadas para o Natal eram um espetáculo à parte.

A vitrine que fez todas as outras vitrines do mundo perderem a graça

A vitrine que fez todas as outras vitrines do mundo perderem a graça

Ver a “nave mãe”, o cubo de vidro do Tio Steve com a maçã brilhando foi simplesmente épico.

The Holy Church

The Holy Church

Foi lá dentro que perdi meu marido rsrsrs. Eu estava parada em um canto observando-o na fila para pagar pelo iPad. Me distraí por um instante e quando voltei a olhar ele havia desaparecido. Meia hora depois o encontrei sentado brincando de iPad com um sorriso de orelha a orelha…

"Meu primeiro iPad" kkk

“Meu primeiro iPad” kkk

Próximo destino, Briant Park. Repare que não estou falando de comida! A verdade é que estávamos tão mesmerizados com tudo que nem nos preocupamos em fazer refeições decentes. Entrávamos nas delis e comprávamos pizza, sopa, lanches bem simples, e passamos dez dias fazendo isso.

Encerramos o dia no Grand Central Terminal, conhecido como uma das estações de metrô mais lindas do mundo, e aproveitamos para conhecer a loja da Apple que havia acabado de ser inaugurada lá. Foi lá também que tentamos passar um cartão do Banco do Brasil, que não funcionou por estar “congestionado” no Natal… E acabamos lembrando do Brasil por um breve momento. Sacudimos a cabeça e fomos descansar para o próximo dia.

20 de dezembro

Começamos o dia com um café da manhã super reforçado (leia-se vários Donuts e Bagels com cream cheese). Voltamos para o Grand Central Terminal e tiramos várias fotos lá e também voltamos na loja da Apple para comprarmos um iTunes gift card.

Grand Central Terminal

Grand Central Terminal

Passamos o dia batendo pernas e fotos de Midtown. Gastamos um tempinho bom na Best Buy comprando gadgets.

A Times Square de noite é simplesmente espetacular, e totalmente lotada. 

A Times Square de noite é simplesmente espetacular, e totalmente lotada.

Hora de pagar de turista. Apesar do frio, decidimos passar o resto da noite em cima de um ônibus para fazer um tour pela cidade. O guia não cansava de reclamar de que os guias perderiam seus empregos em breve, já que haviam decidido substituí-los por gravações. Mas, como disse antes, era Nova York, e prestamos mais atenção ao cenário do que à narração. Aliás, ele insistia em falar conosco em espanhol. “No hablo español, meu filho”.

21 de dezembro

Finalmente dia de visitar a Macys. Douglas jura que ficamos horas na loja, mas na minha recordação foi tumultuado e breve, já que o marido aguardava com tédio na lanchonete da loja rsrsrs

Finalmente comprei um casaco que dava conta do frio.

Finalmente comprei um casaco que dava conta do frio.

Neste dia conseguimos comprar tickets para assistir ao musical Sister Act (do filme Mudança de Hábito). Muito bom espetáculo e preço. Excelentes cantores, nota 10.

22 de dezembro

Com as pernas “doces” de tanto andar, tiramos dois dias para conhecer a cidade nos ônibus, dando mais uma chance a eles. Grata surpresa, nos próximos passeios tivemos ótimos guias. Demos boas risadas e aprendemos muita coisa sobre Manhattan. O mais legal é que ele cobre diversas áreas de NY, descritas por um local, com direito a fofocas rsrsr.

Empire State - of mind

Empire State – of mind

Descemos no Battery Park e tive meu primeiro encontro com os esquilos novaiorquinhos. Comemos um pretzel que estava uma porcaria e acenamos, muito ao longe, para a Estátua da Liberdade. É uma estatuazinha bem michuruca. Parte da decepção se dá devido ao uso de contre plongee nos filmes rsrsrsr…

Cadê a Estátua?? rsrsr

Cadê a Estátua?? rsrsr

De volta ao ônibus passamos pertinho da Brooklyn Bridge e diversos outros marcos, como o prédio das Nações Unidas.

23 de dezembro

Neste dia resolvemos ir ao Museu de História Natural, onde passamos boa parte da manhã e da tarde. Almoçamos por lá mesmo num excelente bandejão. O museu em si é simplesmente sensacional. Mas foi difícil de sair dele, pois o Douglas queria ler cada placa e não se deu conta de que desta forma teria que passar algumas semanas lá dentro. Há projeção iMax (foi a primeira vez que vimos) e um planetário meio sem graça, mas foi locação de um episódio lindo de Friends, então tínhamos que conhecer rsrsrs…

Impressionante!

Impressionante!

O ponto alto do dia foi nossa primeira caminhada no Central Park. Não sou uma pessoa que curte parques ou natureza. Mas o Central Park virou, e é ainda hoje, meu local preferido em Nova York. Não sei explicar o motivo. Eu acho o parque lindo, mas sei que há muita gente que desfaz, dizendo que “não é nada demais”. Independente de opiniões pessoais sobre a beleza do lugar, eu tenho uma sensação muito boa quanto estou lá. No meio do movimento da cidade um ambiente mágico simplesmente único. É o único lugar do mundo que me dá vontade de sentar num banco qualquer e ficar horas e horas sem fazer nada…

AMO

Amo e não enjoo do Central Park

24 de dezembro

Quase natal! Dia de conhecer Nova York do alto. Mais precisamente do Top of The Rock! Considero imperdível. Como a única estação que pego em Nova York é o inverno, morro de vontade de ter essa visão do alto em outras estações…

Melhor visão de Nova York. De um lado o Central Park. Do outro o Empire State.

Melhor visão de Nova York. De um lado o Central Park. Do outro o Empire State.

25 de dezembro

É Natal! Definitivamente um dia em que tudo para em Nova York e até encontrar lugar para comer foi difícil. Então decidimos ficar o dia todo no Central Park para tentar conhecer o que faltou (e digo que não eu tempo!).

Pode morar aqui?

Pode morar aqui?

Tentamos almoçar em um restaurante que fica no parque chamado Boat House, mas como não fizemos reserva, sem chance! Passamos o resto do dia contemplando o cenário, cheiros e sons. Vimos a patinação no lindo rink do Central Park e viajamos nos músicos de rua que ficam tocando no parque. Só música boa… Depois coloco um vídeo que mostra bem isso.

Místico

“Adeus Central Park”. Eu já sabia que iria voltar…

26 de dezembro

Não há muita coisa para falar deste dia exceto que foi um dia de compras no Jersey Gardens. Ou seja, dia de tortura para o Douglas, mas até ele comprou umas coisinhas. No fim da tarde encontro com ele sentado, tomando café, cabisbaixo. Dei risada quando ele falou que todo mundo tinha sapato novo, menos ele. A vontade era de dar um safanão, porque ele passou o dia fazendo nada e no final resolveu que precisava (óbvio) de calçados novos. Ele só entendeu o motivo de todos estarem usando tênis novo quando viu o mesmo tênis que havíamos comprado meses atrás no Brasil por R$400 sendo vendido a U$26. E é por isso que os Americanos e os turistas usam sapatos novos.

27 de dezembro

Puxa, esse foi um dia duro em que tivemos que aceitar que em breve nossa viagem chegaria ao fim. O último dia é sempre nostálgico, mas não perdemos tempo. Andamos para cima e para baixo e curtimos ao máximo os últimos momentos. De madrugada contratamos um carro para nos levar de volta ao aeroporto, porque a van não tinha sido muito divertida rsrsrs. Batemos papo com um motorista bacana, e pena que no final o Douglas sem querer errou na conta e deu dinheiro a menos para o cara. Que mico! Espero até hoje que ele não tenha nos julgado por sermos brasileiros (no mal sentido da palavra). Foi sem querer!

28 de dezembro, 7h25, vôo Nova York – São Paulo – Rio de Janeiro.

Apesar da escala, vôo rápido, mas atrasou e tivemos que correr como loucos para pegar o vôo que ia de São Paulo para o Rio. Foi por MUITO pouco que não perdemos…

Na alfândega, como viraria rotina, fomos parados (mesmo tendo uma só mala). Mais uma vez não fomos taxados. Foi só perda de tempo, como sempre.

SALDO DE VIAGEM

Passamos 10 dias conversando em inglês um com o outro 100% do tempo. Foi uma grande imersão… Sem falar na dificuldade de compreender diferentes sotaques na cidade.

Todas as noites antes do dia 25 eu saía do hotel sozinha para ir à Macys, que nesta época abre de madrugada. O Chrysler Building de noite, eu andando pelas ruas de Nova York às 2 da madrugada, ouvindo música, me sentindo no topo do mundo. E estava mesmo!

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Passagens compradas! Rumo à Costa Oeste dos EUA voando com a Aeromexico

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Quem só pode viajar em alta temporada sabe bem o dilema que é a escolha do vôo e o momento ideal para se comprar. Praticamente todas as regras que valem para a compra de passagens em outras épocas do ano podem não valer de nada se você estiver indo para um destino concorrido, principalmente se for passar datas como Natal e Ano Novo. Sem chances de rolar promoção nesta época, então fica difícil correr dos preços salgados. É uma análise complicada de custos e benefícios… Prefiro comprar com antecedência mesmo e viajar com tudo pago (ou quase pago rsrsr).

Então comecei minha saga de olhar diariamente os preços de vôos. Abandonei a ideia de pegar o melhor preço e a partir daí fazer o roteiro. Defini que gostaria de chegar por São Francisco e voltar por Las Vegas. Aí foi questão de planilhar as variações de preço e em mais ou menos dois meses ficou claro que o melhor custo-benefício seria o vôo da Aeromexico. Aproveitei a pequena variação do dólar (de 2,40 para 2,38… fazer o que?), respirei fundo e cliquei em “comprar”.

Demorei a ter uma noção do preço normal destes vôos, então deixo aqui de registro o menor valor que encontrei caso alguém que procure esta informação acabe chegando nessa página via Google…

Datas:
Ida – 18 de dezembro de 2014: Rio de Janeiro > São Francisco (com parada de 4h na Cidade do México).
Volta – 3 de dezembro de 2014: Las Vegas > Rio de Janeiro (com parada de 12h O.O na Cidade do México).

Preço por pessoa, com taxas: R$3.000.

Como sempre viajo nesta época do ano, sei que qualquer passagem para os EUA por menos de R$2500 é um achado. Mas, com a alta do dólar, e o fato de São Francisco ser um destino mais caro, foi uma boa compra. Sem falar que as opções da Copa e da United estavam coisa de US$500 mais caras por pessoa. Coisa de doido! Mas loucura mesmo vai ser essa parada de 12h na Cidade do México na volta. É uma cidade em que já estive e, na época, foi vid4loc4 rsrsrs. Fujo dessas conexões longas como o diabo foge da cruz, mas a diferença no preço multiplicado por 5 pessoas nos fez chegar à conclusão que seria inevitável usar esse vôo.

Fiz uma pesquisa sobre a Aeromexico e li muitas coisas boas. Por incrível que pareça a venda dos bilhetes direto com a companhia estava mais cara que na decolar.com…

Outro ponto positivo é não ter que fazer imigração na conexão, como ocorre nos vôos que param em Houston, Miami, etc. Tanto que minha primeira opção era o vôo da Copa que para no Panamá.

Desde 2013 brasileiros não precisam de visto mexicano para permanecer menos de 2/3 meses no México, então menos um gasto/problema.

Agora é descobrir como pedir refeição vegetariana, como marcar assentos e pesquisar se é viável sair do aeroporto sem correr o risco de perder o vôo.

Alguém já fez esse vôo ou conhece alguém que tenha feito?

Alguém já fez conexão longa na Cidade do México e saiu do Aeroporto? Sem sim, indique esse post!! Preciso de dicas!

De brinde, para quem quiser rir de mim :P., eu no México na década de 90 rsrsrs.

De brinde, para quem quiser rir de mim :P., eu no México na década de 90 rsrsrs.

Chegando em Nova York: um roteiro para um dia de inverno perfeito

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Todo mundo costuma dizer que dia de viajar é dia perdido, não é mesmo? Mas sabe aquele vôo noturno que chega bem cedo em Nova York? Bom, se você conseguir superar o desconforto e dormir ao menos um pouquinho, dá para deixar as malas no hotel, tomar um café do Starbucks (ou vários) e aproveitar bastante o dia.
O roteiro que você acompanha neste vídeo é muito simples, mas para mim é a descrição de um dia de inverno PERFEITO em Nova York.

 

Um tour pela Costa Oeste: Las Vegas, São Francisco e Los Angeles

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Fevereiro daqui a pouco está acabando e já passou da hora de começar a programar a próxima viagem. É muito difícil não ir a Orlando, mas como esse ano já foi a segunda vez consecutiva, acho que tá na hora de variar um pouco e dar um rolé em uma região que me atrai muito: a Costa Oeste dos Estados Unidos.

Essa é uma viagem que achei que demoraria anos para fazer. Mas se tudo der certo em dezembro aterrizamos em Las Vegas, subimos para São Francisco e, depois de tomar muito vinho em Napa Valley (e quem sabe bater um papo com o Coppola…), chegamos a Los Angeles, encerrando a viagem com um reveillon na Disneylândia (lágrimas…).

O roteiro está no mapa abaixo. O único trecho que será percorrido de avião será o de Las Vegas a São Francisco, porque queremos descer a famosa Highway 1 de São Francisco a Los Angeles de carro, passando pelos mirantes e outras atrações turísticas.

A – Las Vegas, Nevada

B – São Francisco, Califórnia

C – Napa Valley, Napa, Califórnia

D – Monterey, Califórnia

E – Big Sur, Califórnia

F – Santa Bárbara, Califórnia

G – Los Angeles, Califórnia

H – Anaheim, Califórnia

E aí? Deu pra cansar? O desafio agora é fazer essa farra toda caber no orçamento (tenso!). A gente que está acostumado a pagar baratinho em hotel basicão em Orlando vai passar aperto para conseguir bons preços, ainda mais com um grupo maior, mas planejamento é pra isso!

O primeiro passo, como sempre, é a compra das passagens! Simbora simular vôos na decolar.com…