Fazendo compras nos Estados Unidos: como planejar e como gastar

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Depois de algumas experiências em planejar férias incluindo uma graninha para as “comprinhas”, eis as minhas principais dicas:

Se gostar de algo, compre. Se deixar para depois vai ficar sem!

Na primeira vez em que viajei eu ficava comparando preço entre uma loja e outra (noob!). E nessa, no meio das programações e do tempo que parece nunca ser suficiente para fazer tudo, muita coisa que eu queria muito comprar simplesmente ficou para trás. Pense o seguinte: no Brasil tudo é no mínimo o dobro do preço. Se lembrar deste “detalhe”, uma pequena diferença no valor de uma loja para a outra não compensa o tempo e o trabalho de ficar pesquisando. Se gostar (e puder pagar, lógico rsrs), compre logo. Melhor que passar o ano todo se arrependendo…

Com ou sem IOF, prefira cartão pré-pago

Com a atual (e malvada) mudança nas regras de cobrança de IOF, que vale agora também para o cartão pré-pago (Visa Travel Money e similares), muita gente vai preferir fazer compras no cartão de crédito mesmo. Sem dúvida é mais prático e ainda pode acumular pontos. No entanto, principalmente para quem nunca viajou para os Estados Unidos, essa pode ser uma armadilha e tanto, pois é muito mais difícil controlar os gastos. Afinal, no caso do cartão de débito, quando ele acaba é sinal de que você torrou tudo que tinha planejado… No de crédito, se não for uma pessoa muito organizada, pode perder a noção do quanto está gastando. São muitas compras, muitas mesmo, e depois de dias você se acostuma a comprar, comprar, comprar… Muito cuidado para não quebrar a banca! Vá com calma que quem sabe no ano seguinte não dá para voltar 😉

Imagine chegar no Walmart sem uma lista? Se fizer isso não irá comprar nada, ou, pior, irá comprar mal.

Imagine chegar no Walmart sem uma lista? Se fizer isso não irá comprar nada, ou, pior, irá comprar mal.

Faça uma lista, pesquise valores na internet e estabeleça limites

Sabe a primeira dica, de comprar sem pensar muito? Bom, ela não é tão maluca se colocada em prática junto com esta dica aqui ó: tenha uma lista com o quanto quer gastar com cada coisa e aí sim, quando ver algo que está na lista, compre. Dá para ter uma noção de todos os preços fazendo pesquisas na internet. Isso ajuda a planejar, antes de viajar, o que deseja de fato comprar. Imagine que você tem uma cota de X dólares para gastar, e percebe que aquela câmera vai consumir boa parte dela. Neste caso, antes de viajar e se deparar com este tipo de dilema, defina prioridades!

Difícil é respeitar os limites...

Difícil é respeitar os limites…

Não entre em frenesi!!!!

O ditado “quem nunca comeu melado quando come se lambuza” é verdade absoluta, especialmente no que diz respeito a brasileiros em Orlando/EUA. Tudo é tão mais barato que dá vontade de comprar o mundo. A pessoa chega num Walmart da vida e compra quinze quilos de MMs, dez potes de Pringles, e por aí vai. Parece aquelas gincanas em que quem encher mais o carrinho ganha um prêmio do final.

Outra coisa que acontece muito é a Síndrome da Bugiganga. A pessoa torra uma nota com lembrancinhas, que nos parques custam uma fortuna, e coisas que nem queria comprar. A verdade é que, mesmo tendo se planejando muito, uma hora a grana acaba, e a pior coisa é ter comprado um monte de porcarias, só porque essas porcarias no Brasil custam uma fortuna.

Infelizmente estamos acostumados a pagar muito pelas coisas, mas tente ter foco. Em resumo: compre o que tinha planejado comprar e tente não comer como louco, afinal não é à toa que os americanos estão gordos!

Siga sua lista ou acabará como eu, comprando cotonetes rsrsr...

Siga sua lista ou acabará como eu, comprando cotonetes rsrsr…

Tome como regra pagar MUITO barato

Considerando que atualmente (15/03/14) o dólar está alto, é preciso ser mais exigente com os preços. Infelizmente não dá mais para só multiplicar por 2….

Nunca entendi as pessoas que vão para os EUA e compram um Nike por mais de US$100 dólares só porque é lançamento, ou porque gostou. Cada um que use seu dinheiro como quiser, mas é triste ver tanto desperdício de verdinhas!

Lembro bem que na primeira vez que fui aos EUA depois de “velha” 😛 encontrei um tênis que tinha acabado de comprar no Brasil (na época por R$400) sendo vendido em um outlet por US$26. Guardei esses valores porque foi traumático rsrs. Desde então coloquei na cabeça que só compro nos EUA o que for realmente barato, pois há muitas opções. Por exemplo: no Outlet da Nike você encontra tênis de US$90, mas a maioria custa menos de US$50. Vou procurar sempre um tênis que tenha três requisitos: 1) confortável; 2) bonito; 3) barato, muito barato. Pode ser que o que eu mais goste não esteja com um bom preço. Então ele volta para a prateleira. Cada vez que viajo compro tênis, e nunca mais caro que US$30 ou no máximo US$40. O mesmo vale para roupas. Estabeleça um limite por peça e só compre algo mais caro do que esse limite se gostar muito. Um exemplo? Blusinhas na Forever 21 por não mais de US$18 dólares. Dá para achar muita coisa legal nessa faixa de preço.

E se quiser comprar coisas nos parques, estabeleça uma cota, pois é tudo muito caro...

E se quiser comprar coisas nos parques, estabeleça uma cota, pois é tudo muito caro…

Cuidado com a alfândega…

Quando você fala que vai para os EUA começa a chover gente te pedindo para comprar coisas de todos os tipos! Como regra, eu digo não para todas (exceto para os MUITO chegados, claro…), porque quero curtir férias e não virar sacoleira. Independente do que comprar lá, para você ou para os outros, lembre-se da fiscalização da alfândega. Não houve uma só vez em que eu não tenha passado as malas no raio-x, e em uma delas tive até que mostrar nota fiscal de equipamentos eletrônicos (que por “sorte” eu havia comprado no Brasil).

Os fiscais farejam iPad. Além disso, acho que eles se baseiam em alguns pré-conceitos (fundados e infundados) para parar as pessoas. Estou certa de que tenho cara de sacoleira, e dou sorte de nunca terem implicado com a quantidade de roupas e vidros de shampoo (apesar de um dos fiscais certa vez ter rido na minha cara rsrsrs). Para minha sorte, nunca precisei pagar nada, mas sei de histórias de fazer chorar. Não exagerem especialmente com eletrônicos. No fim das contas, ainda que te façam pagar alguma coisa por ter muitas roupas e coisas do tipo, o que pega mesmo são equipamentos eletrônicos, porque é mais fácil para eles levantarem os preços e enfiarem a faca. Caso queira “exagerar” sem declarar, prepare-se para arcar com as taxas + multa. No fim do ano quero comprar um Macbook novo e, sinceramente, prefiro me planejar para pagar o imposto devido…

Se tiver muitas malas, e todas elas abarrotadas, a chance de ser parado é maior.

Se tiver muitas malas, e todas elas abarrotadas, a chance de ser parado é maior.

Sobre macetes para não ser parado, não acredite neles. Se te perguntarem algo, fale a verdade. Afinal você está voltando para o Brasil, mas logo no primeiro dia não precisar ser tão brasileiro…

Quando chegar no Brasil, pare de comprar

Que me perdoe a economia nacional, mas é preciso lembrar que as férias acabaram e que tudo no Brasil custa uma fortuna. Depois de duas, três semanas fazendo compras e batendo perna todos os dias, a tentação de manter o hábito no Brasil é forte. Lembre-se: nada aqui é barato. Assim que pisar no aeroporto aceite que acabou e comece a juntar $ para a próxima.