Singapura ou Cingapura?

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Apesar de @douglasmachado já ter feito seu tour pela China, esta que vos fala sonha em conhecer a Ásia há pelo menos 20 anos (ui!). Eis que hoje descubro que uma pesquisa minha foi aceita para publicação em um evento e que, muito provavelmente, irei apresentá-la lá em setembro.

Então é isso: Singapura entrou na lista de próximas viagens.

Pera aí: Singapura ou Cingapura?

Tá aqui o texto da Academia Brasileira de Letras para tirar a dúvida. As duas formas hoje servem. Não sei porque, mas prefiro escrever com S, apesar de que todos os blogs de viagem que (já) visitei escrevem com “C”. Então sejamos diferentes. Singapura aqui será com “S” mesmo.

Em breve, posts sobre… Singapura!

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China: dicas para planejamento de viagem

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Por Douglas Machado

Se você tem vontade de conhecer a China, mas está com medo por conta das diferenças culturais, da distância e do idioma, não se preocupe! Esse post é um roteiro básico para que você possa preparar uma viagem tranquila para o país asiático.

Visto

Diferentemente dos Estados Unidos, os vistos chineses são por tempo e por entrada (quantas vezes você vai entrar no país). É necessário entrar no site do consulado e conferir o tipo de visto que atende a sua necessidade. Também vale a pena ver direitinho se os locais que você vai são realmente na República Popular da China. Se você for até Hong Kong ou Macau, por exemplo, e tiver um visto de uma única entrada na China, não poderá entrar novamente. Já imaginou que aperto? De resto, é como o visto americano, mas mais rápido: agenda-se a entrevista, faz-se a entrevista e pega-se o visto. Diferentemente do visto americano, dificilmente vão negá-lo. A entrevista é mera formalidade. O preço também é inferior ao visto americano. O atendimento não é lá essas coisas, mas resolve rápido.

Dinheiro

Recomendo o Visa Travel Money, mesmo com os encargos recentes. Quando fui, carreguei em dólar mesmo e lá ele ia debitando em yuan (moeda chinesa). Vá também até uma casa de câmbio e compre alguns yuans para miudezas. Você não vai precisar de muito dinheiro… mesmo. A moeda chinesa vale muito pouco. Na época 100 yuans valiam 42 reais ou 15 dólares. E tudo lá é muito barato.

Comparação: 100 Yuan = 42 reais = 15 dólares (em maio de 2012)

Comparação: 100 Yuan = 42 reais = 15 dólares (em maio de 2012)

Viagem

Dá para fazer tudo pelos sites tradicionais. No meu caso, fiz pela Decolar. Todos os voos têm escala (por motivos óbvios) e o fuso é de 12 horas. Prepare-se para chegar exausto. Você gastará no mínimo dois dias de viagem.

Hotel

O preço dos hotéis é bem em conta. Também dá para fazer tudo pelos sites tradicionais, como o Booking. Veja com cuidado os comentários, principalmente para questões relacionadas à higiene.

Hotel da rede Days Inn em Beijing

Hotel da rede Days Inn em Beijing

Turismo

Bem, aqui entra um assunto meio controverso. Normalmente sou a favor de “desempacotar”, ou seja, de fazer tudo por conta própria. No caso da China, recomendo um pacote para transporte e passeios. O melhor é fazer um pacote com guia, como eu fiz. Carro particular e guia com inglês fluente não custa caro. Vá em todos os clichês. Beijing é um must do. Se nunca foi na China, vá em  Beijing primeiro. Faça tudo o que tiver direito, principalmente: Cidade Proibida, Tiananmen Square, Muralha, Mausoléo do Mao, Summer Palace, Mings Tombs, Birds Nest (o Ninho de Pássaro) e os famosos Hutongs.

Curiosidades

Dicas e curiosidades que vão te ajudar por lá.

– Praticantes de inglês: adolescentes virão conversar com você (se estiver desacompanhado), dizendo que querem apenas praticar o inglês. São pessoas muito simpáticas. Te chamarão para uma casa de chá e pedirão os chás mais caros (caros MESMO). No final vão pedir para você pagar a conta. Em resumo: converse, se quiser, mas não vá a nenhuma casa de chá, bar e etc.

– Segurança: apesar desse “golpe”, a China é um país extremamente seguro para turistas. Beijing tem mais de 20 milhões de habitantes e você pode contar dinheiro na rua e usar seus gadgets tranquilamente. Ninguém vai te assaltar. Ninguém mesmo.

– Escarros: chineses escarram o tempo todo. Até as comissárias de voo escarram (e cospem). Em Beijing há locais com placas de “proibido cuspir”. É cultural. Acostume-se com isso.

– Trânsito: você acha o trânsito do Rio caótico? É porque nunca foi na China… Pense num condutor de trem, que nunca para nem dá a preferência e só buzina. Lá é assim para qualquer tipo de veículo, desde o carrinho elétrico do vigilante do aeroporto até ônibus e caminhões. Todo mundo buzina MUITO. Chega a ser infantil, sabe? Tipo… “sai da frente… bi bi bi, saaaai”. Nunca atravesse a rua sem olhar para os lados, mesmo que o sinal esteja verde para você. Fique um tempo parado no cruzamento e olhe como os chineses atravessam. Uma hora você vai descobrir uma brecha e aí é só atravessar o mais rápido possível, sempre olhando. Tome cuidado também com as bicicletas. Em Beijing são proibidas motos e bicicletas com motor a combustão. Todas são elétricas. São rápidas e silenciosas. E são muitas.

– Voo: as chances de tomarem seu assento são grandes. Chame a comissária se isso acontecer. Possivelmente o chinês sentado em seu lugar fingirá não falar inglês (o que eu duvido, já que ele está num voo internacional).

– Filas: onde cabe um chinês, haverá um chinês. As filas não são respeitadas. É diferente do que acontece no Rio, por exemplo. O chinês não é “malandro” ao furar a fila. Ele entra na sua frente e pronto. O macete é não deixar espaço. Acontece em qualquer lugar: embarque no avião, elevador, restaurante self service, trânsito, banheiro, caixa e etc.

– Internet: os serviços que mais usamos no ocidente são bloqueados. Nada de Facebook, Twitter, Google Plus, WordPress e etc. Se você quiser essas mídias, compre um app de VPN (pergunte seu amigo que entende de informática antes de ir).

– Poluição: não tenha expectativas de tirar belas fotos da vista. A poluição está em todo lugar. O céu geralmente é cinza e você não enxerga muito longe. Ver o sol, só no avião…

Tiananmen Square. Note a cor do céu.

Tiananmen Square. Note a cor do céu.

– Comida: espetacular, se você gosta de comida oriental. Os orientais comem muito bem, em quantidade e qualidade. Não espere derivados do leite, mas esteja preparado para comer shitake e sushi logo pela manhã. Não tenha frescura. Os chineses compartilham a comida (exceto o arroz).

Café da manhã: shitake

Café da manhã: massa com cogumelos

Mais cogumelos.

Mais cogumelos.

O melhor shitake.

O melhor shitake.

Apenas uma parte do que é servido em um jantar. MUITA variedade.

Apenas uma parte do que é servido em um jantar. MUITA variedade.

– Banheiro: eles não usam a privada que usamos por aqui, mas sim latrinas. Até no aeroporto de Beijing (que é muito luxuoso) usam-se latrinas. Se não conseguir se acostumar com a ideia, veja antes se o seu hotel tem privadas “comuns”.

– Serviço de quartotranque a porta do quarto. As arrumadeiras, falando em chinês, batem várias vezes na porta (como o Sheldon do Big Bang) e entram. Sim! Elas entram, falam contigo em chinês, não importa como você está vestido, fazem o que têm de fazer e saem.

Smartphone/tablet: recomendo levar um (com acesso à internet – alugando um chip por lá). Será muito importante para ajudar na sua comunicação. Se você não fala chinês, será muito útil escrever em português e mostrar para as pessoas em chinês. Importante: pessoas mais simples (como taxistas, motoristas e etc.) nem sempre sabem ler.

Por fim, recomendo que você assista muitos documentários e leia muito antes de ir. Aprenda a falar o básico em chinês (“oi” e “obrigado” pelo menos). A China é um país fantástico que está crescendo aceleradamente. Se você acha que a China é um país pobre que está se tornando rico, lembre-se de que por milênios a China mandou e desmandou no mundo inteiro. Eles estão apenas se empenhando em retornar a esse status…